Durante a prática clínica
diária o cirurgião dentista está exposto a diversos riscos, desta forma é
necessário o conhecimento básico da biossegurança para evitar alguns acidentes
dentro do consultório odontológico e consecutiva contaminação não somente do
profissional, mas também do paciente e do ajudante. Um dos riscos que merece
destaque são a manipulação, o acondicionamento e o descarte dos produtos
químicos utilizados no dia a dia pelo cirurgião dentista, uma vez que se
guardado em embalagem errada ou descartado de forma errada, pode agredir o meio
ambiente e a saúde da população. Os ricos apresentados pelos produtos químicos
dependem de sua reatividade, os mais utilizados são álcool, clorexidina,
glutaraldeído, formaldeído, Iodo, fenol sintético, hipoclorito de sódio,
amálgama, placa de chumbo, reveladores, fixadores e ácido clorídrico.
É bastante comum a
ocorrência de acidentes ocupacionais com profissional da área da saúde, entre
esses os da odontologia, na grande maioria das vezes envolve material
biológico, entretanto pode ocorrer com produtos químicos, ergonômicos e
mecânicos, quando estes são manuseados e manipulados de forma incorreta,
podendo potencializar os agravos à saúde e danos ao meios ambiente, para isso
não ocorrer é necessário o conhecimento de cada produto utilizado e manuseado
no consultório.
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇO DE
SAÚDE
A Pesquisa Nacional de Saneamento
Básico do IBGE mostra que a maioria dos municípios brasileiros não utiliza a
forma adequada para efetuar a coleta, o tratamento e a disposição final do RSS.
Para controlar e gerenciar o descarte adequado dos RSS no Brasil foi realizado
um trabalho conjunto de órgãos e instituições governamentais, este culminou a
publicação da Resolução da Diretoria
Colegiada (RDC) da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 306/2004 e da Resolução nº 358/2005 do
Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõem, respectivamente,
sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS.
De acordo com a ANVISA o PGRSS tem
como objetivo minimizar a geração de resíduos e ainda proporcionar um manejo
eficiente e adequado para estes,desde a sua geração até a disposição final,
visando desta forma à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública,
dos recursos naturais e do meio ambiente. Este constitui como um conjunto de
procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases
científicas e técnicas, normativas e legais (ANVISA, 2004).
O Plano de Gerenciamento dos Resíduos
de Serviços de Saúde (PGRSS) é o documento
que aponta e descreve as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde
às etapas de:
1)
Segregação – consiste na separação do resíduo no momento e local de sua
geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, a sua
espécie, estado físico e classificação;
2)
Acondicionamento – embalar os resíduos segregados, de acordo com as suas características,
em sacos e/ou recipientes impermeáveis à
punctura, ruptura e vazamentos;
3) Identificação
– fornece informações ao correto manejo dos RSS;
4)
Transporte Interno – traslado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado
ao armazenamento temporário ou para coleta externa;
5)
Armazenamento temporário – guarda temporária dos recipientes em local próximo
aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento, e otimizar
o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta
externa;
6)
Tratamento – aplicação de método, técnica ou processo que leve à redução ou
eliminação do risco de causar doença;
7)
Armazenamento externo – guarda dos recipientes até a realização da coleta externa.
8)
Coleta e Transporte Externo – remoção do RSS do abrigo de resíduos até a
unidade de tratamento ou destinação final;
9)
Destino Final – disposição de resíduos no solo obedecendo a critérios técnicos
de construção e operação, e licenciamento em órgão ambiental competente.
QUÍMICOS
De acordo com a RDC Anvisa
nº 306/04 os RSS (Resíduos de
Serviço de Saúde) são classificados em
função da sua característica principal e da periculosidade associada ao
manuseio. Desta forma são divididos em cinco grupos:
A-
Biológico;
B-
Químico;
C-
Radioativo;
D-
Semelhante aos domiciliares e recicláveis;
E-
Perfurocortantes e abrasivos.
A identificação desses resíduos deve estar nos sacos de
acondicionamento, dos recipientes de coleta e transporte, interno e externo, e
nos locais de armazenamento.
O presente trabalho visa destacar os RSS do grupo B utilizados na
prática clínica diária de um cirurgião dentista, seu acondicionamento, uso e
descarte apropriado.
GRUPO B
O grupo B são aqueles que contêm substâncias químicas que podem
apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, devido a sua forma errada
de descarte, dependendo de suas características de inflamabilidade,
corrosividade, reatividade e toxicidade.
O resíduo do grupo B deve ser identificado pelo símbolo de risco
associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância
química e frases de risco.
PRINCIPAIS
ESTERELIZANTES OU DESINFECTANTES
GLUTARALDEÍDO
Seu uso é indicado na
esterilização a frio de artigos críticos termosensível, desinfecção de alto
nível de artigo termosensível na concentração de 2% deixar agir por 30 min.
Também pode ser utilizado em artigos não descartáveis metálicos, instrumentais
e artigos de borracha, silicone, nylon ou PVC.
Recomenda-se sempre fazer
o manuseio utilizando EPI, não misturar artigos de metais diferentes, pois pode
ocorrer corrosão eletrolítica, sempre utilizar dentro de um recipiente de vidro
ou plástico com tampa e nunca deixar a temperatura acima de 25ºC.
Metais muito porosos como látex pode reter o desinfetante, caso não haja
bom enxágüe, os alcalinos ou neutros são menos corrosivos que o látex.
FORMALDEÍDO
Seu uso é indicado nos mesmo artigos
que o glutaraldeído, porém o tempo varia, o tempo de esterilização é de 18
horas, já o de desinfecção é de 30 min. Também é indicado seu uso em artigos de
poliestireno e nylon e em peças de acrílico.
O manuseio deve ser feito sempre com
EPI em um recipiente de vidro ou plástico com tampa.
Embora considerado um
desinfetante/esterilizante, seu uso é
limitado pelos vapores irritantes, odor desagradável e comprovado potencial
carcinogênico.
ÁLCOOIS
É indicado para fazer a
desinfecção de nível intermediário de artigos e superfícies, como materiais de
vidro, superfícies externas de instrumentos metálicos, superfícies de bancadas,
artigos metálicos e cadeira odontológica, também pode ser utilizado para fazer
a assepsia das mãos.
Deve-se manusear com EPI,
imergir ou friccionar o produto na superfície do artigo; deixar secar e repetir
3 vezes o procedimento. Pode ser usado na desinfecção concorrente (entre
pacientes).
Concentração 77º GL ou 70% , recomenda-se 3 aplicações de
10 min. Para superfícies, contra indicado para acrílico enrijece borracha e
tubos plásticos.
IODO
Utilizado na desinfecção de nível
intermediário na forma de álcool Iodado
(0,5-1% em álcool 70%, Iodóforos na concentração de 30-50mg/L de iodo livre.
Utilizado na desinfecção de materiais de vidro, superfícies externas de
instrumentos metálicos, bancadas e demais superfícies.
O manuseio sempre deve ser feito com a
utilização de EPI, após a exposição removê-lo com fricção com álcool, para evitar
os efeitos corrosivos em metais.
O
acondicionamento deve ser feito em frasco fechado, escuro em local arejado.
FENOL SINTÉTICO
É recomendado na desinfecção de nível
intermediário e baixo descontaminação de superfícies e de artigos metálicos e de
vidro. Descontaminação prévia de instrumentos metálicos desinfecção
de artigos semi-críticos.
Deve-se manusear com EPI, friccionar a
superfície ou objeto imergido com
escova, antes de iniciar a contagem do
tempo de exposição, em superfícies, passar pano úmido com água após tempo de exposição necessário. São absorvidos por materiais porosos e o efeito residual pode causar irritação, não são prontamente inativados pela matéria orgânica. Em caso de contato com a pele,
lavar abundantemente com água e sabão e, em caso de contato com os olhos, lavar
abundantemente com água e encaminhar ao médico. É importante ressaltar
que os fenóis não são para artigos semi-críticos (látex, acrílico e
borracha), devido ao seu efeito residual que impregna nos poros dos materiais, podendo
causar irritação de mucosa e tecido, se não sofrerem um enxágue adequado.
CLOREXIDINA
O seu principal uso é como anti-séptico bucal e da pele,
também utilizado para fazer a assepsia da mão. A clorexidina é um potente
antibactericida age principalmente contra bactérias gram-positivas e negativas,
fungos e lipovírus; Tem grande destaque por ser considerado um produto padrão
ouro devido a sua baixa toxicidade, não possui odor e seu potencial
antimicrobiano. Nos consultórios odontológicos é utilizada na forma de gel ou
colutório bucal, pode ser encontrada também em na forma de dentrifício. Age
combatendo a placa bacteriana e gengivite. Pode ser encontrada no álcool como
desinfetante, servindo assim para desinfetar superfícies.
HIPOCLORITO
DE SÓDIO
Utilizado
em desinfecções de nível médio de artigos e superfícies, na descontaminação de
superfícies deve deixar agir por 10 min na concentração de 1% de cloro ativo. É
utilizado para desinfetar materiais de
vidro superfícies e bancadas.
O manuseio sempre deve ser feito com o uso de
EPI, seu uso é limitado pela presença de matéria orgânica corrosiva e
descolorante. A estocagem deve ser feita em lugares fechados, arejados e
escuros (frascos opacos), não deve ser utilizado em metais e mármore pela ação
corrosiva.
MERCÚRIO
O mercúrio é um metal
líquido, pesado e extremamente tóxico que vem sendo utilizado como matériaprima
nas restaurações dentárias de amálgama de prata há mais de um século. Em seu
estado líquido é extremamente volátil, oferecendo altos riscos de contaminação
durante o seu manuseio, uma vez que a principal via de penetração desse metal
no organismo é a respiratória.
Os profissionais da equipe de saúde
bucal estão diariamente expostos ao mercúrio e aos riscos de contaminação, que
pode ocorrer através da manipulação do amálgama, de gotas do metal derramadas
acidentalmente, da remoção do excesso de mercúrio da massa de amálgama, de
amalgamadores com vazamento, de condensadores ultra-sônicos, de falhas do sistema
de sucção quando da remoção de restaurações antigas (SAQUY, 1996),ou ainda dos
vapores emanados das “sobras” de amálgama armazenadas inadequadamente nos
consultórios (RUPP; PAFFENBARGER, 1971).
Segundo
alguns pesquisadores, as restaurações de amálgama dentário também são fontes potenciais
de contaminação pelo mercúrio, que pode ocorrer através dos vapores do
metal liberados por elas , ou por meio da absorção pela
mucosa bucal (STOCK,
1935; VIMY; LORSCHEIDER,
1985; VYMY; TAKAHASH; LORSCHEIDER, 1990).
Dessa forma, os profissionais de saúde bucal, além
de estarem diariamente expostos
aos ambientes já contaminados por esse metal,
estão ainda expostos ao mercúrio liberado pelas restaurações de amálgama
presentes em seus próprios dentes.
DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DOS
INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS
O passo inicial para
processamento dos instrumentos odontológicos é a descontaminação ou desinfecção
terminal, que pode ser realizada: a)
imersão completa do
artigo em solução desinfetante (acompanhado ou não de fricção), por 30
minutos; b) imersão do
artigo em água em ebulição
por 30 minutos; ou,
c) autoclavagem prévia do artigo
ainda contaminado, sem uso do ciclo de secagem. A seguir, proceder a limpeza,
na qual se deve realizar a fricção mecânica dos artigos, utilizando água e
sabão, auxiliada por escovas e esponja.
Uma alternativa eficiente é o uso de aparelho
de ultra-som com detergentes/desencrostantes. Enxaguar abundantemente com com água
potável e corrente e secar o material. A secagem dos artigos objetivo
evitarem interferência da umidade nos produtos e poderá ser feita em estufa regulada para este fim ou com
toalhas de papel descartável. Após acondicionamento adequado, o material
deverá ser esterilizado ou desinfetado
e armazenado em armários
ou gavetas destinados
a esse fim,
após esfriamento à
temperatura ambiente.
Importante lembrar, quando o
material estiver embrulhado
em papel, que o mesmo está
queimado pelo calor e pode romper-se com muita facilidade. Uma vez rompido o
papel, os instrumentos devem ser reembalados e submetidos novamente à
esterilização. A identificação e a data de esterilização devem ser colocados no
pacote antes da esterilização, para evitar-se o rompimento do invólucro. Evitar
armazenamento do material embaixo de pias e em ambientes com muita circulação
de pessoas (corredores). Semanalmente, as gavetas ou armários devem ser
desinfetados.Quando bem empacotados
e acondicionados, o
invólucro mantém os
instrumentos estéreis por 30 dias com
segurança. Os invólucros somente
devem ser abertos pelo profissional imediatamente antes do uso. A
remoção dos instrumentos dos pacotes, para guardá-lo em caixas ou gavetas,
assim como mantê-los
em desinfetantes, mesmo com todos os princípios de assepsia deve ser
evitada.
DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DE
EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS
Todas as superfícies do
equipamento odontológico nas quais o pessoal odontológico tocou no atendimento
anterior, ou que foram contaminados com os aerossóis devem ser desinfetadas. Na
desinfecção de superfície podem ser utilizados: álcool 70% (ou 770 GL),
compostos sintéticos do iodo, solução alcoólica
de clorexidina (2 a
5% em álcool
a 70%), compostos fenólicos ou
hipoclorito de sódio (0,5%)
de acordo com o material da superfície. Preconiza-se a técnica spray-wipe-spray (MILLER,
1993; SAMARANAYAKE, 1993) que
inclui a pré-limpeza
e a desinfecção,
e consiste em aplicar
o desinfetante na superfície com
auxílio de um borrifador; a seguir, limpar a área com toalha de papel e
realizar nova aplicação do desinfetante. Durante o atendimento odontológico,
muitos objetos, superfícies, instrumentos e equipamentos tornam-se contaminados. O mínimo de aparelhos e objetos
necessários devem ser colocados
próximo ao paciente
ou incluídos na sala de
atendimento. Deve ser previamente estabelecido quais itens do
consultório serão cobertos, esterilizados ou desinfetados após cada
atendimento. O uso de barreiras mecânicas que
protegem as superfícies (folhas
de alumínio ou plástico, campos cirúrgicos) são eficazes
no controle da
infecção cruzada e
devem ser utilizadas sempre que
possíveis. Importante também, o controle de pé ou eletrônicos nas
cadeiras e torneiras.
UTILIZADOS EM PACIENTES
A anti-sepsia da cavidade
bucal pode reduzir de 50 a 75% a quantidade de microrganismos na boca do
paciente. Uma correta anti-sepsia pré-cirúrgica ou pré-tratamento é altamente
satisfatória, caracterizando uma medida muito eficiente no controle da infecção cruzada no
consultório odontológico. Na anti-sepsia podem ser utilizados: solução
de clorexidina (de 0,12 a 0,2%), compostos de iodo (Povidona-Iodine, PVP-I, de
1 a 1,5%) e água oxigenada a 10 volumes.
Bochechos com
anti-sépticos antes do atendimento do paciente representa medida eficaz para
diminuir a quantidade de microrganismos da cavidade bucal. Pode-se utilizar
gluconato de clorexidina (0,12 a 0,2%) e água oxigenada a 10 volumes. O uso de óculos
protetores para prevenir contaminação ocular do paciente deve ser utilizado
rotineiramente durante procedimentos odontológicos, principalmente quando do
uso de aparelhos de
altarotação.
DESTINO FINAL
Resíduos químicos que
apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente, quando não forem submetidos a
processo de reutilização, recuperação ou reciclagem, devem ser submetidos a
tratamento ou disposição final específicos.
Resíduos de produtos
hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos;
imunossupressores; digitálicos; imunomoduladores; anti-retrovirais, quando
descartados por serviços assistenciais de saúde, farmácias, drogarias e
distribuidores de medicamentos ou apreendidos, devem ter seu manuseio conforme
o item 11.2. da RDC 306.
Os resíduos de produtos e
de insumos farmacêuticos, sujeitos
a controle especial, especificados na Portaria MS 344/98
e suas atualizações devem atender à legislação sanitária em vigor.
Os reveladores utilizados
em radiologia podem ser submetidos a processo de neutralização para alcançarem
pH entre 7 e 9, sendo posteriormente lançados na rede coletora de esgoto
ou em
corpo receptor, desde
que atendam as
diretrizes estabelecidas pelos
órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento
competentes.
Os fixadores usados em
radiologia podem ser submetidos a processo de recuperação da prata ou então
serem submetidos ao constante do item 11.16. da RD 306.
O descarte de pilhas,
baterias e acumuladores de carga contendo Chumbo (Pb), Cádmio (Cd) e Mercúrio
(Hg) e seus compostos, deve ser feito de acordo com a Resolução CONAMA nº.
257/1999.
Os demais resíduos sólidos
contendo metais pesados podem ser encaminhados a Aterro de Resíduos Perigosos-Classe I ou serem submetidos
a tratamento de
acordo com as orientações do órgão local de meio
ambiente, em instalações licenciadas para este fim. Os resíduos líquidos deste
grupo devem seguir orientações específicas dos órgãos ambientais.
Os resíduos contendo
Mercúrio (Hg) devem ser acondicionados em recipientes sob selo d'água e
encaminhados para recuperação.
As lâminas de chumbo devem
ser armazenadas em recipente fechado e encaminhadas para reciclagem para
empresas com licença de operação. A coleta externa e a destinação final é
realizada pela mesma empresa.
Os resíduos de mercúrio
devem ser armazenado em frasco inquebrável (plástico) com tampa contendo em seu
interior o fixador odontológico e sob selo d’água. Lembrando-se que o período
em que o fixador impede a volatilização do mercúrio é 15 a 21 dias. Sendo
assim, expirado esse período o frasco deverá ser enviado a um laboratório
especializado e com licença de operação para recuperação da prata e do
mercúrio. Dessa forma a coleta externa e a disposição final é feita pela
empresa ou laboratório de gerenciamento de resíduo.
Para fazer o tratamento do
glutaraldeído deve-se consultar formalmente os órgãos ambientais, gestores de
recursos hídricos e de saneamento competentes, já o destino final deve ser de
acordo com as diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais, gestores de recursos
hídricos e de saneamento competentes e mediante a autorização da
concessionária. Segue essa mesma forma de descarte para o hipoclorito de sódio.
As sanções previstas na
lei podem ir desde uma simples advertência ou multa classificada em leve, grave
e gravíssima até a interdição do estabelecimento odontológico (Decreto Lei-214
de 17 de junho de 1975).
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