quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Químicos utilizados no dia-a-dia por dentistas


Durante a prática clínica diária o cirurgião dentista está exposto a diversos riscos, desta forma é necessário o conhecimento básico da biossegurança para evitar alguns acidentes dentro do consultório odontológico e consecutiva contaminação não somente do profissional, mas também do paciente e do ajudante. Um dos riscos que merece destaque são a manipulação, o acondicionamento e o descarte dos produtos químicos utilizados no dia a dia pelo cirurgião dentista, uma vez que se guardado em embalagem errada ou descartado de forma errada, pode agredir o meio ambiente e a saúde da população. Os ricos apresentados pelos produtos químicos dependem de sua reatividade, os mais utilizados são álcool, clorexidina, glutaraldeído, formaldeído, Iodo, fenol sintético, hipoclorito de sódio, amálgama, placa de chumbo, reveladores, fixadores e ácido clorídrico.
É bastante comum a ocorrência de acidentes ocupacionais com profissional da área da saúde, entre esses os da odontologia, na grande maioria das vezes envolve material biológico, entretanto pode ocorrer com produtos químicos, ergonômicos e mecânicos, quando estes são manuseados e manipulados de forma incorreta, podendo potencializar os agravos à saúde e danos ao meios ambiente, para isso não ocorrer é necessário o conhecimento de cada produto utilizado e manuseado no consultório.
  
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇO DE SAÚDE
          A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE mostra que a maioria dos municípios brasileiros não utiliza a forma adequada para efetuar a coleta, o tratamento e a disposição final do RSS. Para controlar e gerenciar o descarte adequado dos RSS no Brasil foi realizado um trabalho conjunto de órgãos e instituições governamentais, este culminou a publicação da Resolução da Diretoria
Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 306/2004 e da Resolução nº 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõem, respectivamente, sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS.  
          De acordo com a ANVISA o PGRSS tem como objetivo minimizar a geração de resíduos e ainda proporcionar um manejo eficiente e adequado para estes,desde a sua geração até a disposição final, visando desta forma à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Este constitui como um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais (ANVISA, 2004).
          O Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)  é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde às etapas de:
1) Segregação – consiste na separação do resíduo no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, a sua espécie, estado físico e classificação;
2) Acondicionamento – embalar os resíduos segregados, de acordo com as suas características, em sacos e/ou recipientes impermeáveis à  punctura, ruptura e vazamentos;
3) Identificação – fornece informações ao correto manejo dos RSS;
4) Transporte Interno – traslado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado ao armazenamento temporário ou para coleta externa;
5) Armazenamento temporário – guarda temporária dos recipientes em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento, e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa;
6) Tratamento – aplicação de método, técnica ou processo que leve à redução ou eliminação do risco de causar doença;
7) Armazenamento externo – guarda dos recipientes até a realização da coleta externa.
8) Coleta e Transporte Externo – remoção do RSS do abrigo de resíduos até a unidade de tratamento ou destinação final;
9) Destino Final – disposição de resíduos no solo obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e licenciamento em órgão ambiental competente.

QUÍMICOS
De acordo com a RDC Anvisa nº 306/04 os RSS (Resíduos de Serviço de Saúde)  são classificados em função da sua característica principal e da periculosidade associada ao manuseio. Desta forma são divididos em cinco grupos:
A-    Biológico;
B-    Químico;
C-   Radioativo;
D-   Semelhante aos domiciliares e recicláveis;
E-    Perfurocortantes e abrasivos.
A identificação desses resíduos deve estar nos sacos de acondicionamento, dos recipientes de coleta e transporte, interno e externo, e nos locais de armazenamento.
O presente trabalho visa destacar os RSS do grupo B utilizados na prática clínica diária de um cirurgião dentista, seu acondicionamento, uso e descarte apropriado.


GRUPO B

O grupo B são aqueles que contêm substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, devido a sua forma errada de descarte, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
O resíduo do grupo B deve ser identificado pelo símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco.



PRINCIPAIS ESTERELIZANTES OU DESINFECTANTES

GLUTARALDEÍDO

Seu uso é indicado na esterilização a frio de artigos críticos termosensível, desinfecção de alto nível de artigo termosensível na concentração de 2% deixar agir por 30 min. Também pode ser utilizado em artigos não descartáveis metálicos, instrumentais e artigos de borracha, silicone, nylon ou PVC.
Recomenda-se sempre fazer o manuseio utilizando EPI, não misturar artigos de metais diferentes, pois pode ocorrer corrosão eletrolítica, sempre utilizar dentro de um recipiente de vidro ou plástico com tampa e nunca deixar a temperatura acima de 25ºC.
Metais muito porosos como látex pode reter o desinfetante, caso não haja bom enxágüe, os alcalinos ou neutros são menos corrosivos que o látex.


FORMALDEÍDO
          Seu uso é indicado nos mesmo artigos que o glutaraldeído, porém o tempo varia, o tempo de esterilização é de 18 horas, já o de desinfecção é de 30 min. Também é indicado seu uso em artigos de poliestireno e nylon e em peças de acrílico.
          O manuseio deve ser feito sempre com EPI em um recipiente de vidro ou plástico com tampa.
          Embora considerado um desinfetante/esterilizante, seu  uso é limitado pelos vapores irritantes, odor desagradável e comprovado potencial carcinogênico.




ÁLCOOIS

É indicado para fazer a desinfecção de nível intermediário de artigos e superfícies, como materiais de vidro, superfícies externas de instrumentos metálicos, superfícies de bancadas, artigos metálicos e cadeira odontológica, também pode ser utilizado para fazer a assepsia das mãos.
Deve-se manusear com EPI, imergir ou friccionar o produto na superfície do artigo; deixar secar e repetir 3 vezes o procedimento. Pode ser usado na desinfecção concorrente (entre pacientes).
Concentração 77º GL ou 70% , recomenda-se 3 aplicações de 10 min. Para superfícies, contra indicado para acrílico enrijece borracha e tubos plásticos.

IODO

           Utilizado na desinfecção de nível intermediário na forma de  álcool Iodado (0,5-1% em álcool 70%, Iodóforos na concentração de 30-50mg/L de iodo livre. Utilizado na desinfecção de materiais de vidro, superfícies externas de instrumentos metálicos, bancadas e demais superfícies.
          O manuseio sempre deve ser feito com a utilização de EPI, após a exposição removê-lo com fricção com álcool, para evitar os efeitos corrosivos em metais.
          O acondicionamento deve ser feito em frasco fechado, escuro em local arejado.

FENOL SINTÉTICO

           É recomendado na desinfecção de nível intermediário e baixo descontaminação de superfícies e de artigos metálicos e de vidro. Descontaminação prévia de instrumentos metálicos desinfecção de artigos semi-críticos.
          Deve-se manusear com EPI, friccionar a superfície ou objeto  imergido com escova, antes de iniciar a  contagem do tempo de exposição, em superfícies, passar pano úmido com  água após tempo de exposição necessário. São absorvidos por  materiais porosos e o  efeito residual pode  causar irritação, não são prontamente  inativados pela matéria  orgânica. Em caso de contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão e, em caso de contato com os olhos, lavar abundantemente com água e encaminhar ao médico. É importante ressaltar que os fenóis não são para artigos semi-críticos (látex, acrílico e borracha), devido ao seu efeito residual que impregna nos poros dos materiais, podendo causar irritação de mucosa e tecido, se não sofrerem um enxágue adequado.

CLOREXIDINA
          O seu principal uso é como anti-séptico bucal e da pele, também utilizado para fazer a assepsia da mão. A clorexidina é um potente antibactericida age principalmente contra bactérias gram-positivas e negativas, fungos e lipovírus; Tem grande destaque por ser considerado um produto padrão ouro devido a sua baixa toxicidade, não possui odor e seu potencial antimicrobiano. Nos consultórios odontológicos é utilizada na forma de gel ou colutório bucal, pode ser encontrada também em na forma de dentrifício. Age combatendo a placa bacteriana e gengivite. Pode ser encontrada no álcool como desinfetante, servindo assim para desinfetar superfícies.
           
HIPOCLORITO DE SÓDIO
          Utilizado em desinfecções de nível médio de artigos e superfícies, na descontaminação de superfícies deve deixar agir por 10 min na concentração de 1% de cloro ativo. É utilizado para desinfetar  materiais de vidro superfícies e bancadas.
           O manuseio sempre deve ser feito com o uso de EPI, seu uso é limitado pela presença de matéria orgânica corrosiva e descolorante. A estocagem deve ser feita em lugares fechados, arejados e escuros (frascos opacos), não deve ser utilizado em metais e mármore pela ação corrosiva.


MERCÚRIO
O mercúrio é um metal líquido, pesado e extremamente tóxico que vem sendo utilizado como matériaprima nas restaurações dentárias de amálgama de prata há mais de um século. Em seu estado líquido é extremamente volátil, oferecendo altos riscos de contaminação durante o seu manuseio, uma vez que a principal via de penetração desse metal no organismo é a respiratória.
          Os profissionais da equipe de saúde bucal estão diariamente expostos ao mercúrio e aos riscos de contaminação, que pode ocorrer através da manipulação do amálgama, de gotas do metal derramadas acidentalmente, da remoção do excesso de mercúrio da massa de amálgama, de amalgamadores com vazamento, de condensadores ultra-sônicos, de falhas do sistema de sucção quando da remoção de restaurações antigas (SAQUY, 1996),ou ainda dos vapores emanados das “sobras” de amálgama armazenadas inadequadamente nos consultórios (RUPP; PAFFENBARGER, 1971).
          Segundo alguns pesquisadores, as restaurações de amálgama dentário  também são fontes  potenciais  de contaminação pelo mercúrio, que pode ocorrer através dos vapores do metal liberados por elas , ou por meio da absorção  pela  mucosa  bucal  (STOCK,  1935;  VIMY;  LORSCHEIDER,  1985;  VYMY;  TAKAHASH; LORSCHEIDER,  1990).  Dessa forma, os profissionais de saúde bucal,  além  de estarem  diariamente expostos aos  ambientes já  contaminados por  esse metal,  estão ainda expostos ao mercúrio liberado pelas restaurações de amálgama presentes em seus próprios dentes.


DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DOS INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS

O passo inicial para processamento dos instrumentos odontológicos é a descontaminação ou desinfecção terminal,  que  pode ser realizada:  a)  imersão  completa  do  artigo em solução desinfetante (acompanhado ou não de fricção), por  30  minutos;  b)  imersão do  artigo  em  água  em  ebulição  por  30  minutos; ou,  c)  autoclavagem prévia do artigo ainda contaminado, sem uso do ciclo de secagem. A seguir, proceder a limpeza, na qual se deve realizar a fricção mecânica dos artigos, utilizando água e sabão, auxiliada por escovas e esponja.
 Uma alternativa eficiente é o uso de aparelho de ultra-som com detergentes/desencrostantes. Enxaguar abundantemente com com água potável e  corrente e secar  o material. A secagem dos artigos objetivo evitarem interferência da umidade nos produtos e poderá ser feita  em estufa regulada para este fim ou com toalhas de papel descartável. Após acondicionamento adequado, o  material  deverá ser  esterilizado ou  desinfetado  e  armazenado  em armários  ou  gavetas  destinados  a  esse  fim,  após  esfriamento  à  temperatura ambiente.  Importante  lembrar, quando o material  estiver  embrulhado  em papel, que o mesmo  está queimado pelo  calor  e pode romper-se  com muita facilidade. Uma vez rompido o papel, os instrumentos devem ser reembalados e submetidos novamente à esterilização. A identificação e a data de esterilização devem ser colocados no pacote antes da esterilização, para evitar-se o rompimento do invólucro. Evitar armazenamento do material embaixo de pias e em ambientes com muita circulação de pessoas (corredores). Semanalmente, as gavetas ou armários devem ser desinfetados.Quando  bem  empacotados  e  acondicionados,  o  invólucro  mantém  os  instrumentos  estéreis  por  30  dias com  segurança.  Os invólucros somente devem ser abertos pelo profissional imediatamente antes do  uso.  A remoção dos instrumentos dos pacotes, para guardá-lo em caixas ou  gavetas,  assim  como  mantê-los  em desinfetantes, mesmo com todos os princípios de assepsia deve ser evitada.

DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

Todas as superfícies do equipamento odontológico nas quais o pessoal odontológico tocou no atendimento anterior, ou que foram contaminados com os aerossóis devem ser desinfetadas. Na desinfecção de superfície podem ser utilizados: álcool 70% (ou 770 GL), compostos sintéticos do iodo, solução alcoólica  de clorexidina  (2  a  5%  em  álcool  a  70%),  compostos fenólicos  ou  hipoclorito de sódio (0,5%)  de  acordo  com  o material  da superfície.  Preconiza-se a  técnica spray-wipe-spray  (MILLER,  1993;  SAMARANAYAKE,  1993) que  inclui  a  pré-limpeza  e  a  desinfecção,  e  consiste em  aplicar  o desinfetante  na superfície  com  auxílio de um borrifador; a seguir, limpar a área com toalha de papel e realizar nova aplicação do desinfetante. Durante o atendimento odontológico, muitos objetos, superfícies, instrumentos e equipamentos tornam-se  contaminados. O mínimo de aparelhos e objetos necessários devem ser colocados  próximo  ao  paciente  ou incluídos  na sala  de  atendimento. Deve ser previamente estabelecido quais itens do consultório serão cobertos, esterilizados ou desinfetados após cada atendimento. O uso de barreiras mecânicas que  protegem  as superfícies  (folhas  de  alumínio ou plástico,  campos cirúrgicos)   são  eficazes  no  controle  da  infecção  cruzada  e  devem  ser  utilizadas sempre  que  possíveis. Importante também, o controle de pé ou eletrônicos nas cadeiras e torneiras.

UTILIZADOS EM PACIENTES
A anti-sepsia da cavidade bucal pode reduzir de 50 a 75% a quantidade de microrganismos na boca do paciente. Uma correta anti-sepsia pré-cirúrgica ou pré-tratamento é altamente satisfatória, caracterizando uma medida muito eficiente no  controle da infecção  cruzada no  consultório odontológico. Na anti-sepsia podem ser utilizados: solução de clorexidina (de 0,12 a 0,2%), compostos de iodo (Povidona-Iodine, PVP-I, de 1 a 1,5%) e água oxigenada a 10 volumes.
Bochechos com anti-sépticos antes do atendimento do paciente representa medida eficaz para diminuir a quantidade de microrganismos da cavidade bucal. Pode-se utilizar gluconato de clorexidina (0,12 a 0,2%) e água oxigenada a 10 volumes. O uso de óculos protetores para prevenir contaminação ocular do paciente deve ser utilizado rotineiramente durante procedimentos odontológicos,  principalmente  quando do  uso de  aparelhos  de  altarotação.

DESTINO FINAL
Resíduos químicos que apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente, quando não forem submetidos a processo de reutilização, recuperação ou reciclagem, devem ser submetidos a tratamento ou disposição final específicos.
Resíduos de produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos; imunomoduladores; anti-retrovirais, quando descartados por serviços assistenciais de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos, devem ter seu manuseio conforme o item 11.2. da RDC 306.
Os resíduos de produtos  e  de  insumos  farmacêuticos,  sujeitos  a  controle  especial, especificados na Portaria MS 344/98 e suas atualizações devem atender à legislação sanitária em vigor.
Os reveladores utilizados em radiologia podem ser submetidos a processo de neutralização para alcançarem pH entre 7 e 9, sendo posteriormente lançados na rede coletora de esgoto ou  em  corpo  receptor,  desde  que  atendam  as  diretrizes  estabelecidas  pelos  órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes.
Os fixadores usados em radiologia podem ser submetidos a processo de recuperação da prata ou então serem submetidos ao constante do item 11.16. da RD 306.
O descarte de pilhas, baterias e acumuladores de carga contendo Chumbo (Pb), Cádmio (Cd) e Mercúrio (Hg) e seus compostos, deve ser feito de acordo com a Resolução CONAMA nº. 257/1999.
Os demais resíduos sólidos contendo metais pesados podem ser encaminhados a Aterro de Resíduos  Perigosos-Classe I ou serem  submetidos  a  tratamento  de  acordo  com  as orientações do órgão local de meio ambiente, em instalações licenciadas para este fim. Os resíduos líquidos deste grupo devem seguir orientações específicas dos órgãos ambientais.
Os resíduos contendo Mercúrio (Hg) devem ser acondicionados em recipientes sob selo d'água e encaminhados para recuperação.
As lâminas de chumbo devem ser armazenadas em recipente fechado e encaminhadas para reciclagem para empresas com licença de operação. A coleta externa e a destinação final é realizada pela mesma empresa.
Os resíduos de mercúrio devem ser armazenado em frasco inquebrável (plástico) com tampa contendo em seu interior o fixador odontológico e sob selo d’água. Lembrando-se que o período em que o fixador impede a volatilização do mercúrio é 15 a 21 dias. Sendo assim, expirado esse período o frasco deverá ser enviado a um laboratório especializado e com licença de operação para recuperação da prata e do mercúrio. Dessa forma a coleta externa e a disposição final é feita pela empresa ou laboratório de gerenciamento de resíduo.
Para fazer o tratamento do glutaraldeído deve-se consultar formalmente os órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes, já o destino final deve ser de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes e mediante a autorização da concessionária. Segue essa mesma forma de descarte para o hipoclorito de sódio.
As sanções previstas na lei podem ir desde uma simples advertência ou multa classificada em leve, grave e gravíssima até a interdição do estabelecimento odontológico (Decreto Lei-214 de 17 de junho de 1975).

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