quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Químicos utilizados no dia-a-dia por dentistas


Durante a prática clínica diária o cirurgião dentista está exposto a diversos riscos, desta forma é necessário o conhecimento básico da biossegurança para evitar alguns acidentes dentro do consultório odontológico e consecutiva contaminação não somente do profissional, mas também do paciente e do ajudante. Um dos riscos que merece destaque são a manipulação, o acondicionamento e o descarte dos produtos químicos utilizados no dia a dia pelo cirurgião dentista, uma vez que se guardado em embalagem errada ou descartado de forma errada, pode agredir o meio ambiente e a saúde da população. Os ricos apresentados pelos produtos químicos dependem de sua reatividade, os mais utilizados são álcool, clorexidina, glutaraldeído, formaldeído, Iodo, fenol sintético, hipoclorito de sódio, amálgama, placa de chumbo, reveladores, fixadores e ácido clorídrico.
É bastante comum a ocorrência de acidentes ocupacionais com profissional da área da saúde, entre esses os da odontologia, na grande maioria das vezes envolve material biológico, entretanto pode ocorrer com produtos químicos, ergonômicos e mecânicos, quando estes são manuseados e manipulados de forma incorreta, podendo potencializar os agravos à saúde e danos ao meios ambiente, para isso não ocorrer é necessário o conhecimento de cada produto utilizado e manuseado no consultório.
  
GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS EM SERVIÇO DE SAÚDE
          A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico do IBGE mostra que a maioria dos municípios brasileiros não utiliza a forma adequada para efetuar a coleta, o tratamento e a disposição final do RSS. Para controlar e gerenciar o descarte adequado dos RSS no Brasil foi realizado um trabalho conjunto de órgãos e instituições governamentais, este culminou a publicação da Resolução da Diretoria
Colegiada (RDC) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nº 306/2004 e da Resolução nº 358/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), que dispõem, respectivamente, sobre o gerenciamento interno e externo dos RSS.  
          De acordo com a ANVISA o PGRSS tem como objetivo minimizar a geração de resíduos e ainda proporcionar um manejo eficiente e adequado para estes,desde a sua geração até a disposição final, visando desta forma à proteção dos trabalhadores, a preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente. Este constitui como um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais (ANVISA, 2004).
          O Plano de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS)  é o documento que aponta e descreve as ações relativas ao manejo de resíduos sólidos, que corresponde às etapas de:
1) Segregação – consiste na separação do resíduo no momento e local de sua geração, de acordo com as características físicas, químicas, biológicas, a sua espécie, estado físico e classificação;
2) Acondicionamento – embalar os resíduos segregados, de acordo com as suas características, em sacos e/ou recipientes impermeáveis à  punctura, ruptura e vazamentos;
3) Identificação – fornece informações ao correto manejo dos RSS;
4) Transporte Interno – traslado dos resíduos dos pontos de geração até o local destinado ao armazenamento temporário ou para coleta externa;
5) Armazenamento temporário – guarda temporária dos recipientes em local próximo aos pontos de geração, visando agilizar a coleta dentro do estabelecimento, e otimizar o traslado entre os pontos geradores e o ponto destinado à apresentação para coleta externa;
6) Tratamento – aplicação de método, técnica ou processo que leve à redução ou eliminação do risco de causar doença;
7) Armazenamento externo – guarda dos recipientes até a realização da coleta externa.
8) Coleta e Transporte Externo – remoção do RSS do abrigo de resíduos até a unidade de tratamento ou destinação final;
9) Destino Final – disposição de resíduos no solo obedecendo a critérios técnicos de construção e operação, e licenciamento em órgão ambiental competente.

QUÍMICOS
De acordo com a RDC Anvisa nº 306/04 os RSS (Resíduos de Serviço de Saúde)  são classificados em função da sua característica principal e da periculosidade associada ao manuseio. Desta forma são divididos em cinco grupos:
A-    Biológico;
B-    Químico;
C-   Radioativo;
D-   Semelhante aos domiciliares e recicláveis;
E-    Perfurocortantes e abrasivos.
A identificação desses resíduos deve estar nos sacos de acondicionamento, dos recipientes de coleta e transporte, interno e externo, e nos locais de armazenamento.
O presente trabalho visa destacar os RSS do grupo B utilizados na prática clínica diária de um cirurgião dentista, seu acondicionamento, uso e descarte apropriado.


GRUPO B

O grupo B são aqueles que contêm substâncias químicas que podem apresentar risco à saúde pública ou ao meio ambiente, devido a sua forma errada de descarte, dependendo de suas características de inflamabilidade, corrosividade, reatividade e toxicidade.
O resíduo do grupo B deve ser identificado pelo símbolo de risco associado, de acordo com a NBR 7500 da ABNT e com discriminação de substância química e frases de risco.



PRINCIPAIS ESTERELIZANTES OU DESINFECTANTES

GLUTARALDEÍDO

Seu uso é indicado na esterilização a frio de artigos críticos termosensível, desinfecção de alto nível de artigo termosensível na concentração de 2% deixar agir por 30 min. Também pode ser utilizado em artigos não descartáveis metálicos, instrumentais e artigos de borracha, silicone, nylon ou PVC.
Recomenda-se sempre fazer o manuseio utilizando EPI, não misturar artigos de metais diferentes, pois pode ocorrer corrosão eletrolítica, sempre utilizar dentro de um recipiente de vidro ou plástico com tampa e nunca deixar a temperatura acima de 25ºC.
Metais muito porosos como látex pode reter o desinfetante, caso não haja bom enxágüe, os alcalinos ou neutros são menos corrosivos que o látex.


FORMALDEÍDO
          Seu uso é indicado nos mesmo artigos que o glutaraldeído, porém o tempo varia, o tempo de esterilização é de 18 horas, já o de desinfecção é de 30 min. Também é indicado seu uso em artigos de poliestireno e nylon e em peças de acrílico.
          O manuseio deve ser feito sempre com EPI em um recipiente de vidro ou plástico com tampa.
          Embora considerado um desinfetante/esterilizante, seu  uso é limitado pelos vapores irritantes, odor desagradável e comprovado potencial carcinogênico.




ÁLCOOIS

É indicado para fazer a desinfecção de nível intermediário de artigos e superfícies, como materiais de vidro, superfícies externas de instrumentos metálicos, superfícies de bancadas, artigos metálicos e cadeira odontológica, também pode ser utilizado para fazer a assepsia das mãos.
Deve-se manusear com EPI, imergir ou friccionar o produto na superfície do artigo; deixar secar e repetir 3 vezes o procedimento. Pode ser usado na desinfecção concorrente (entre pacientes).
Concentração 77º GL ou 70% , recomenda-se 3 aplicações de 10 min. Para superfícies, contra indicado para acrílico enrijece borracha e tubos plásticos.

IODO

           Utilizado na desinfecção de nível intermediário na forma de  álcool Iodado (0,5-1% em álcool 70%, Iodóforos na concentração de 30-50mg/L de iodo livre. Utilizado na desinfecção de materiais de vidro, superfícies externas de instrumentos metálicos, bancadas e demais superfícies.
          O manuseio sempre deve ser feito com a utilização de EPI, após a exposição removê-lo com fricção com álcool, para evitar os efeitos corrosivos em metais.
          O acondicionamento deve ser feito em frasco fechado, escuro em local arejado.

FENOL SINTÉTICO

           É recomendado na desinfecção de nível intermediário e baixo descontaminação de superfícies e de artigos metálicos e de vidro. Descontaminação prévia de instrumentos metálicos desinfecção de artigos semi-críticos.
          Deve-se manusear com EPI, friccionar a superfície ou objeto  imergido com escova, antes de iniciar a  contagem do tempo de exposição, em superfícies, passar pano úmido com  água após tempo de exposição necessário. São absorvidos por  materiais porosos e o  efeito residual pode  causar irritação, não são prontamente  inativados pela matéria  orgânica. Em caso de contato com a pele, lavar abundantemente com água e sabão e, em caso de contato com os olhos, lavar abundantemente com água e encaminhar ao médico. É importante ressaltar que os fenóis não são para artigos semi-críticos (látex, acrílico e borracha), devido ao seu efeito residual que impregna nos poros dos materiais, podendo causar irritação de mucosa e tecido, se não sofrerem um enxágue adequado.

CLOREXIDINA
          O seu principal uso é como anti-séptico bucal e da pele, também utilizado para fazer a assepsia da mão. A clorexidina é um potente antibactericida age principalmente contra bactérias gram-positivas e negativas, fungos e lipovírus; Tem grande destaque por ser considerado um produto padrão ouro devido a sua baixa toxicidade, não possui odor e seu potencial antimicrobiano. Nos consultórios odontológicos é utilizada na forma de gel ou colutório bucal, pode ser encontrada também em na forma de dentrifício. Age combatendo a placa bacteriana e gengivite. Pode ser encontrada no álcool como desinfetante, servindo assim para desinfetar superfícies.
           
HIPOCLORITO DE SÓDIO
          Utilizado em desinfecções de nível médio de artigos e superfícies, na descontaminação de superfícies deve deixar agir por 10 min na concentração de 1% de cloro ativo. É utilizado para desinfetar  materiais de vidro superfícies e bancadas.
           O manuseio sempre deve ser feito com o uso de EPI, seu uso é limitado pela presença de matéria orgânica corrosiva e descolorante. A estocagem deve ser feita em lugares fechados, arejados e escuros (frascos opacos), não deve ser utilizado em metais e mármore pela ação corrosiva.


MERCÚRIO
O mercúrio é um metal líquido, pesado e extremamente tóxico que vem sendo utilizado como matériaprima nas restaurações dentárias de amálgama de prata há mais de um século. Em seu estado líquido é extremamente volátil, oferecendo altos riscos de contaminação durante o seu manuseio, uma vez que a principal via de penetração desse metal no organismo é a respiratória.
          Os profissionais da equipe de saúde bucal estão diariamente expostos ao mercúrio e aos riscos de contaminação, que pode ocorrer através da manipulação do amálgama, de gotas do metal derramadas acidentalmente, da remoção do excesso de mercúrio da massa de amálgama, de amalgamadores com vazamento, de condensadores ultra-sônicos, de falhas do sistema de sucção quando da remoção de restaurações antigas (SAQUY, 1996),ou ainda dos vapores emanados das “sobras” de amálgama armazenadas inadequadamente nos consultórios (RUPP; PAFFENBARGER, 1971).
          Segundo alguns pesquisadores, as restaurações de amálgama dentário  também são fontes  potenciais  de contaminação pelo mercúrio, que pode ocorrer através dos vapores do metal liberados por elas , ou por meio da absorção  pela  mucosa  bucal  (STOCK,  1935;  VIMY;  LORSCHEIDER,  1985;  VYMY;  TAKAHASH; LORSCHEIDER,  1990).  Dessa forma, os profissionais de saúde bucal,  além  de estarem  diariamente expostos aos  ambientes já  contaminados por  esse metal,  estão ainda expostos ao mercúrio liberado pelas restaurações de amálgama presentes em seus próprios dentes.


DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DOS INSTRUMENTOS E ACESSÓRIOS

O passo inicial para processamento dos instrumentos odontológicos é a descontaminação ou desinfecção terminal,  que  pode ser realizada:  a)  imersão  completa  do  artigo em solução desinfetante (acompanhado ou não de fricção), por  30  minutos;  b)  imersão do  artigo  em  água  em  ebulição  por  30  minutos; ou,  c)  autoclavagem prévia do artigo ainda contaminado, sem uso do ciclo de secagem. A seguir, proceder a limpeza, na qual se deve realizar a fricção mecânica dos artigos, utilizando água e sabão, auxiliada por escovas e esponja.
 Uma alternativa eficiente é o uso de aparelho de ultra-som com detergentes/desencrostantes. Enxaguar abundantemente com com água potável e  corrente e secar  o material. A secagem dos artigos objetivo evitarem interferência da umidade nos produtos e poderá ser feita  em estufa regulada para este fim ou com toalhas de papel descartável. Após acondicionamento adequado, o  material  deverá ser  esterilizado ou  desinfetado  e  armazenado  em armários  ou  gavetas  destinados  a  esse  fim,  após  esfriamento  à  temperatura ambiente.  Importante  lembrar, quando o material  estiver  embrulhado  em papel, que o mesmo  está queimado pelo  calor  e pode romper-se  com muita facilidade. Uma vez rompido o papel, os instrumentos devem ser reembalados e submetidos novamente à esterilização. A identificação e a data de esterilização devem ser colocados no pacote antes da esterilização, para evitar-se o rompimento do invólucro. Evitar armazenamento do material embaixo de pias e em ambientes com muita circulação de pessoas (corredores). Semanalmente, as gavetas ou armários devem ser desinfetados.Quando  bem  empacotados  e  acondicionados,  o  invólucro  mantém  os  instrumentos  estéreis  por  30  dias com  segurança.  Os invólucros somente devem ser abertos pelo profissional imediatamente antes do  uso.  A remoção dos instrumentos dos pacotes, para guardá-lo em caixas ou  gavetas,  assim  como  mantê-los  em desinfetantes, mesmo com todos os princípios de assepsia deve ser evitada.

DESINFECÇÃO OU DESCONTAMINAÇÃO DE EQUIPAMENTOS E ACESSÓRIOS

Todas as superfícies do equipamento odontológico nas quais o pessoal odontológico tocou no atendimento anterior, ou que foram contaminados com os aerossóis devem ser desinfetadas. Na desinfecção de superfície podem ser utilizados: álcool 70% (ou 770 GL), compostos sintéticos do iodo, solução alcoólica  de clorexidina  (2  a  5%  em  álcool  a  70%),  compostos fenólicos  ou  hipoclorito de sódio (0,5%)  de  acordo  com  o material  da superfície.  Preconiza-se a  técnica spray-wipe-spray  (MILLER,  1993;  SAMARANAYAKE,  1993) que  inclui  a  pré-limpeza  e  a  desinfecção,  e  consiste em  aplicar  o desinfetante  na superfície  com  auxílio de um borrifador; a seguir, limpar a área com toalha de papel e realizar nova aplicação do desinfetante. Durante o atendimento odontológico, muitos objetos, superfícies, instrumentos e equipamentos tornam-se  contaminados. O mínimo de aparelhos e objetos necessários devem ser colocados  próximo  ao  paciente  ou incluídos  na sala  de  atendimento. Deve ser previamente estabelecido quais itens do consultório serão cobertos, esterilizados ou desinfetados após cada atendimento. O uso de barreiras mecânicas que  protegem  as superfícies  (folhas  de  alumínio ou plástico,  campos cirúrgicos)   são  eficazes  no  controle  da  infecção  cruzada  e  devem  ser  utilizadas sempre  que  possíveis. Importante também, o controle de pé ou eletrônicos nas cadeiras e torneiras.

UTILIZADOS EM PACIENTES
A anti-sepsia da cavidade bucal pode reduzir de 50 a 75% a quantidade de microrganismos na boca do paciente. Uma correta anti-sepsia pré-cirúrgica ou pré-tratamento é altamente satisfatória, caracterizando uma medida muito eficiente no  controle da infecção  cruzada no  consultório odontológico. Na anti-sepsia podem ser utilizados: solução de clorexidina (de 0,12 a 0,2%), compostos de iodo (Povidona-Iodine, PVP-I, de 1 a 1,5%) e água oxigenada a 10 volumes.
Bochechos com anti-sépticos antes do atendimento do paciente representa medida eficaz para diminuir a quantidade de microrganismos da cavidade bucal. Pode-se utilizar gluconato de clorexidina (0,12 a 0,2%) e água oxigenada a 10 volumes. O uso de óculos protetores para prevenir contaminação ocular do paciente deve ser utilizado rotineiramente durante procedimentos odontológicos,  principalmente  quando do  uso de  aparelhos  de  altarotação.

DESTINO FINAL
Resíduos químicos que apresentam risco à saúde ou ao meio ambiente, quando não forem submetidos a processo de reutilização, recuperação ou reciclagem, devem ser submetidos a tratamento ou disposição final específicos.
Resíduos de produtos hormonais e produtos antimicrobianos; citostáticos; antineoplásicos; imunossupressores; digitálicos; imunomoduladores; anti-retrovirais, quando descartados por serviços assistenciais de saúde, farmácias, drogarias e distribuidores de medicamentos ou apreendidos, devem ter seu manuseio conforme o item 11.2. da RDC 306.
Os resíduos de produtos  e  de  insumos  farmacêuticos,  sujeitos  a  controle  especial, especificados na Portaria MS 344/98 e suas atualizações devem atender à legislação sanitária em vigor.
Os reveladores utilizados em radiologia podem ser submetidos a processo de neutralização para alcançarem pH entre 7 e 9, sendo posteriormente lançados na rede coletora de esgoto ou  em  corpo  receptor,  desde  que  atendam  as  diretrizes  estabelecidas  pelos  órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes.
Os fixadores usados em radiologia podem ser submetidos a processo de recuperação da prata ou então serem submetidos ao constante do item 11.16. da RD 306.
O descarte de pilhas, baterias e acumuladores de carga contendo Chumbo (Pb), Cádmio (Cd) e Mercúrio (Hg) e seus compostos, deve ser feito de acordo com a Resolução CONAMA nº. 257/1999.
Os demais resíduos sólidos contendo metais pesados podem ser encaminhados a Aterro de Resíduos  Perigosos-Classe I ou serem  submetidos  a  tratamento  de  acordo  com  as orientações do órgão local de meio ambiente, em instalações licenciadas para este fim. Os resíduos líquidos deste grupo devem seguir orientações específicas dos órgãos ambientais.
Os resíduos contendo Mercúrio (Hg) devem ser acondicionados em recipientes sob selo d'água e encaminhados para recuperação.
As lâminas de chumbo devem ser armazenadas em recipente fechado e encaminhadas para reciclagem para empresas com licença de operação. A coleta externa e a destinação final é realizada pela mesma empresa.
Os resíduos de mercúrio devem ser armazenado em frasco inquebrável (plástico) com tampa contendo em seu interior o fixador odontológico e sob selo d’água. Lembrando-se que o período em que o fixador impede a volatilização do mercúrio é 15 a 21 dias. Sendo assim, expirado esse período o frasco deverá ser enviado a um laboratório especializado e com licença de operação para recuperação da prata e do mercúrio. Dessa forma a coleta externa e a disposição final é feita pela empresa ou laboratório de gerenciamento de resíduo.
Para fazer o tratamento do glutaraldeído deve-se consultar formalmente os órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes, já o destino final deve ser de acordo com as diretrizes estabelecidas pelos órgãos ambientais, gestores de recursos hídricos e de saneamento competentes e mediante a autorização da concessionária. Segue essa mesma forma de descarte para o hipoclorito de sódio.
As sanções previstas na lei podem ir desde uma simples advertência ou multa classificada em leve, grave e gravíssima até a interdição do estabelecimento odontológico (Decreto Lei-214 de 17 de junho de 1975).

segunda-feira, 28 de maio de 2012

ENTENDENDO DEUS COMO CRIADOR

"No começo Deus criou os céus e a terra." Gn 1.1






Para entendermos Deus como criador, precisamos, primeiro, compreender que somente ele tem auto-existência, enquanto nós todos somos seres criados. Deus criou todas as formas de vida, incluindo as plantas, os animais e o ser humano; e deu a todos a habilidade de se reproduzirem. Quando entendemos que somos criaturas feitas pelo criador, então compreendemos que somos todos, em última análise, responsáveis perante esse criador. (A principal razão de algumas pessoas se declararem atéias é que, ao reconhecerem a existência de um criador, seriam forçadas a admitir ter de responder a alguém mais poderoso que elas mesmas.) Entendermos e admitirmos que somos criaturas essencialmente responsáveis perante um Criador é o que nos permite compreender o que significa, verdadeiramente, podermos reproduzir apenas de acordo com nossa própria espécie, ou seja, podemos reproduzir apenas o que somos. Por isso é muito importante que busquemos a semelhança de Cristo em nosso caráter. Assim poderemos reproduzir a mesma qualidade nos outros.


Para entendermos e valorizarmos Deus como Criador da maneira certa, precisamos compreender também que, como Criador amoroso, é da sua natureza dar o que for necessário a sua criação. Na verdade, Deus se revela logo no início da história da criação como javé jiré, "O Senhor Deus dará o que for preciso" (Gn 22.14). Compreendendo essa verdade, determinamos um relacionamento entre criador e criatura com base na responsabilidade, no amor e na total confiança. 

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Páginas em Branco


Certo dia eu estava aplicando uma prova, os alunos em silêncio tentavam responder as perguntas em uma certa ansiedade.

Faltavam uns 15 minutos para o encerramento e um aluno levantou o braço, se dirigiu a mim e disse:
  - Professor, pode me far uma folha em branco?
Levantei a folha até sua carteira e perguntei porque queria mais uma folha em branco.

Ele respondeu: Tentei responder as questões, rabisquei tudo fiz uma confusão danada e queria começar outra vez.
Apesar de pouco tempo que faltava , confiei no rapaz, dei-lhe a folha em branco e fiquei torcendo por ele. Aquela sua atitude causou-me simpatia. Hoje, lembrando aquele episódio simples, comecei a pensar quantas pessoas receberam uma folha em branco, que foi a vida que Deus lhe deu até agora, e só tem feito rabisco, confusão, tentativas frustadas e uma confusão danada...


Acho que agora , seria um bom momento para pedir a Deus uma folha em branco, uma nova oportunidade para ser feliz.
Assim como tirar uma boa nota depende exclusivamente da atenção e esforço do aluno, uma vida boa, também depende da atenção e esforço do aluno, uma vida noa também depende da atenção de que damos aos ensinamentos do professor nosso Deus.

Não importa qual seja a sua idade, condição financeira, religião, etc...
Levante o braço, peça uma folha em branco, passe sua vida a limpo.
Não se preocupe em tirar 10, ser o melhor, preocupe-se apenas em ter simpatia a do Mestre.


Ele está interessado em quem pede ajuda, portanto, só depende de você.

(Autor desconhecido)

sábado, 30 de abril de 2011

Deus!

Deus,

Passei tanto tempo te procurando,
Não sabia onde estavas.
Olhava para o infinito, não te via,
E pensava comigo mesmo: Será que tu existes?
Não me contentava na busca e prosseguia,
Tentava te encontrar nas religiões e nos templos,
Tu também não estavas.
Busquei-te através dos sacerdotes e pastores,
Também não te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença te ofendi,
E na ofença tropecei,
E no tropeço caí,
E na queda senti-me fraco,
Fraco procurei socorro,
No socorro encontrei amigos,
Nos amigos encontrei carinho,
No carinho vi nascer o Amor,
Com o Amor eu vi um novo mundo,
E no novo mundo resolvi viver,
O que recebi, resolvi dar,
Dando alguma coisa, muito recebi,
E em recebendo, senti-me feliz,
E ao ser feliz encontrei Paz,
E tedo a Paz foi que enxerguei:
Dentro de mim que tu estavas!
E sem procurar-te foi que te encontrei.

Deus está dentro de cada um de Nós. Por isso o Pai pediu-nos apenas o nosso coração para fazer morada!

Um abraço à todos! Espero que este texto acrescente algo bom a cada um...

Até quando sofrer?

Essa é uma pergunta que vem a minha mente com freqüência nos últimos dias, tenho estado muito triste, pois pensei que conseguiria uma coisa que eu sempre sonhei, uma pessoa que eu sempre pensei que amasse iria voltar e, em apenas 4 horas tudo foi por água abaixo...



Entendo que Deus está me moldando e tudo pelo que estou passando tem me feito sofrer muito, mas ao mesmo tempo sinto a paz de estar fazendo a coisa certa.

É engaçado eu oro por uma coisa para ajudar as pessoas sabendo que isso vai contra o que eu sempre quis, porém do fundo do meu coração, mesmo que isso dói em mim eu desejo que Deus faça a vontade dEle.
Mas qual é a vontade de Deus? Creio que esse “amor” perdido não era a vontade dEle, porque se fosse não teria sofrido tanto. Mas será que para ter alguma coisa não passamos por tribulações? Claro que passamos, mas não só uma pessoa orando e a outra nem aí, se for uma pessoa certa e que tenha o Espírito Santo de Deus, quando vier uma tribulação os dois possam passar por isso juntos, não só uma pessoa sofrer. Sei que isso está sendo muito vago, pois não disse o que está acontecendo, mas dá pra imaginar. Eu sofri por gostar de uma pessoa e escolhi acreditar que isso era de Deus, mas depois de conversar com muito amigos, principalmente com o Luiz Fernando e minha amiga da faculdade Juliana, vi que essa era a minha vontade e não a do Pai. Sofri por teimosia. 

Todos os rapazes que tentavam se aproximar de mim eu afastava eles, falando que não queria nada por enquanto, porque apesar do meu propósito com Deus de me dedicar a Ele durante 1 ano, eu ainda gostava do meu ex, como posso estar com uma pessoa gostando de outras? Mas agora já me sinto bem para tentar abrir meu coração para uma pessoa. Em relação ao meu propósito com o Pai, se a pessoa que aparecer quiser mesmo estar comigo saberá esperar esse tempo, pense pelo lado positivo, Jacó esperou 7 anos para ter sua amada, o que são 10 meses? Uahsuhaus....

No momento quero entender a vontade de Deus e, agradeço por tudo o que ele tem feito em minha vida e pelas pessoas maravilhosas que ele tem colocado nela, pessoas que me ajudam a entender o que às vezes eu não consigo aceitar!

Deus confortou meu coração com este versículo:

“Façam como eu. Procuro agradar a todos em tudo o que faço, não pensando no meu próprio bem, mas no bem de todos, a fim de que eles possam ser salvos” 1Co 10:33

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Onde está o amor?

O que nós temos feito pelas pessoas que precisam de Deus?

Será que temos sido alegria para algumas pessoas, ou somos motivos de tristeza?

Hoje ao saber da notícia do que aconteceu no Rio de Janeiro, não teve como conter as lágrimas, o que aquelas mães sentiram foi transmitido pro resto do país. Em um relato o enfermeiro do hospital onde as crianças feridas foram levadas, ele disse que o clima no hospital foi de choro, muita correria para tentar socorrer a vida daqueles pequeninos e as lágrimas escorrendo em seus rostos.
Não sabemos o que levou aquele jovem de apenas 23 anos ex estudante daquela escola ter agido desta forma, porém dizem que isso sempre ocorre com pessoas que sofreram algum tipo de descriminação no passado… Será que ninguém nunca teve a oportunidade de conversar com ele? Será que ninguém nunca tentou ser amigo dele?

Imagina se você fosse adotado, tivesse perdido seus pais há pouco tempo, nunca ninguém foi de fazer amizade com você e, em sua rua nunca ninguém se preocupou com você?… Não me interpretem mal, não estou justificando o que ele fez, mas estive pensando se ele tivesse tido amor e pessoas que se preocupassem com ele que não o julgassem será que ele teria tanto ódio assim? Se alguém pudesse ter falado de Cristo será que ele não ouviria? Na carta que ele deixou ele citou Deus ele sabia que existe um Deus, só não o conhecia, talvez por não ter tido oportunidade não sei, mas tudo o que estou dizendo não é nenhuma afirmação é apenas o que pensei.

E os nosso pequeninos que estão nas ruas sem amor, passando fome, se ninguém der amor a eles, vocês acham que o futuro deles será como? Se não tem pais para colocarem eles na escola ou darem educação? O “amor” que eles recebem é de traficantes ou pessoas que só querem se aproveitar deles. O mundo precisa de pessoas que possam amar os outros, e assim Deus deixou o segundo mandamento mais importante da bíblia não é?

“Eu lhes dou este novo mandamento; amem uns aos outros; assim como eu os amei, amem também aos outros. Se tiverem amor uns pelos outros, todos saberão que vocês são meus discípulos” Jo 13:34-35

A quem você tem dedicado o seu amor e o seu tempo? Às vezes na correria do nosso dia-a-dia, não chegamos e perguntamos como as pessoas que convivemos estão, se estão passando por alguma dificuldade, se precisam conversar. Às vezes só precisamos de alguém que queira nos ouvir, e quando precisamos ninguém chega pra conversar…

“Se vocês amam somente aqueles que os amam, por que esperam que Deus lhes dê alguma recompensa? Até os cobradores de impostos amam as pessoas que os amam. Se vocês falam somente com os seus amigos, o que é que estão fazendo de mais? Portanto sejam perfeitos em amor, assim como é perfeito o Pai de vocês que está no céu” Mt 5:46-48

Que tal começarmos a colocar em prática o mandamento que Deus nos deixou?

Tenham um ótimo final de semana


sábado, 26 de março de 2011

I am second

I am second foi uma campanha que aconteceu nos EUA onde celebridades e figuras importantes declararam que eram os segundos e a pessoa que estava em primeiro lugar nas suas vidas era Deus...
Abaixo estão alguns vídeos dessa campanha...

Brian Head ex guitarrista do Korn 



Bailee Madson Atriz 


Jason Castro 




Ex treinador de futebol americano



Stephen Baldwin  - Ator 



Vitor Belfort 




Pete Briscoe



Na sua vida você é o segundo ????